sexta-feira, 13 de outubro de 2023
segunda-feira, 22 de março de 2021
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
sábado, 21 de dezembro de 2019
Lendas brasileiras de origem indígena
GÊMEOS KAINGANG Vieram da cor de terra
com a luz da proteção
de um buraco na serra
mistério da Criação.
Na tribo dos Kaingangs
nasceram um dia de fé
os gêmeos irmãos de sangue
kanyerú e Kamé.
Kanyerú o primeiro
era magro em aparência
tinha o passo bem ligeiro
mas de pouca persistência.
Criou a pele manchada
dos seres da natureza,
sardentos cobra pintada
orquídea flor de princesa.
Logo depois surgiu Kamé (Kamé...)
Era do tipo gordinho,
e com prudência no pé
andava bem de mansinho.
Tudo riscado que há
criou Kamé lentamente
onça anta gambá
e o bicho tamanduá...
Tudo é duplo neste mundo
tudo tem sua maré
o direito tem esquerdo,
Kanyerú tem Kamé,
o direito tem esquerdo,
Kanyerú tem Kamé,
que nunca teve pajé
nem guru nem presidente,
só amoroso axé
de coração inocente.
( Kamé Kanyerú Kamé kanyerú Kanyerú Kamé...)
https://drive.google.com/file/d/1-BrBfCEQmsvH3szp4qkmEVqmtcYrWona/view?usp=sharing
ÀRVORE DE UANSQUÈM
Dá toda sorte de fruta
na árvore de Uansquém
tem cajá tem carambola
abacaxi graviola
e sapoti também tem.
O guabiru já sabia
essa planta é encantada;
a floração vai surgindo
cada qual por temporada.
Quando o povo descobriu
incitou a derrubada;
comeram as frutas verdes
e não sobrou quase nada...
Uansquém ficou tão triste
sem saber o que faria...
Falou semente na terra
é cuidado noite e dia.
E de agora em diante
cada broto que nascer
terá distinta qualidade,
e crescerá se chover,
se semear e colher,
laborar a humanidade.
Adeus árvore encantada
vão os campos florescer
e o povo agradecer
se quiser fazer salada.
BAHIRA
Bahira é grande chefe
da tribo Kaiowá
.Vê segredos na floresta
o que veio, o que não veio,
o que foi o que será.
Do outro lado do rio
mora uma tribo pesqueira.
Têm boas flechas de pau
e pontaria certeira.
Bahira quer aprender
a pescar dessa maneira.
Tece quatro esteiras leves,
um cesto em forma de peixe
com as folhas da palmeira.
Logo que o dia amanhece
mergulha na corredeira:
vestindo o peixe disfarce
escondido bem no meio.
O povo acerta Bahira
com rapidez boa mira.
De volta à sua maloca
recolhe o saber alheio,.
Estuda ensina retoca
as flechas bem afiadas
que ele copia o ponteio.
OH!Que fartura se vê
na hora da pescaria!
Tambaqui corvina perequê
assado moqueca pirão.
Nunca houve ou haverá
na nação Kaiowá
um chefe como Bahira!
Nunca houve ou haverá
na nação Kaiowá
um chefe como Bahira!
ORIGEM DOS KARAJÁS
Com poder e magia
trabalhou o Criador
e fez a terra do nada
com o sopro do seu amor.
Derramou sobre as montanhas
cabaças de água doce,
e fez sair das entranhas
as plantas da superfície,
os cabelos da planície.
E, se muito pouco fosse
criou os animais
para que fossem eternos
fraternos com os demais.
Mas os peixes aruanã
queriam ser outra espécie
pra caminhar sobre a terra
subir e descer a serra
dormir acordar de manhã...
O desejo coletivo
num processo alternativo
na terra dos karajás
gerou a humanidade,
há muito tempo atrás.
Se ela travou a eternidade,
e dispensou o paraíso,
nunca perdeu o juízo
busca a felicidade.
O PIRARUCU
Sinto cheiro de fumaça.
Bebo o caxiri da paz
que o tuxaua Ariá
da Amazônia nos traz.
Quando nasceu Inaiê,
netinho de Ariá,
disse trará riqueza e fartura,
no Grande Rio reinará.
Cresceu Inaiê valente,
e gostava de nadar.
Mas de além-mar veio gente
pra tomar posse da terra
que era o berço da raça.
Sinto cheiro de fumaça,
sinto cheiro de fumaça.
Falou Inaiê: " Nem morto!
Terra rica em ouro e prata,
níquel nióbio hematita,
embaixo jaz o conforto,
mas em cima cresce a vida!"
Manaus manaus manaus manaus
Manaus manaus manaus manaus
Lutou por anos sem trégua,
mas foi no peito ferido,
pulou no rio que teve
o espelho d´água tingido.
Daquele leito vermelho
surgiu o pirarucu,
nosso peixe bacalhau,
mais suave e saboroso
que o xará de Portugal.
A CRIAÇÃO DO HOMEM NO ALTO XINGU
Tsinim vivia sozinho
assim assim no seu cantinho
mas sempre na esperança
de ter família e festança.
Tsinim foi caçar no mato,
e encontrou uma onça
que era macho de fato,
com poder de pajelança.
O onça falou: Tsinim
você tão jovem tão novo
experimenta...
Corta troncos de madeira,
neles passa pimenta,
pinta enfeita põe cocar,
que quando o dia raiar
você terá o seu povo!
Cortou caninã vermelho,
mas nisso errou o conselho.
Só quando usou o cuarupe
é que nasceu sua trupe.
Os troncos viraram gente,
e a gente virou parente,
Tsinim casou muitas vezes
Huká-huká-huká- huká
Gu-gu-gu-gu.
Dança compete disputa,
e no Xingu são felizes!
LENDA DO MILHO
Numa noite de luar
desceu do céu foi amar
um guerreiro solitário.
Candiê -cuéi estrela feminina
antes de nascer o sol
disse agora vou embora;
vejo surgir a aurora.
Mas o zeloso rapaz
pôs a moça num porongo,
e foi em busca de caça,
que o dia seria longo...
De volta, à tardinha,
disse luz estrela minha
vem morar com esse guerreiro,
e deixou-a no terreiro.
Candiê-cuéi deu à sogra
sementes de milho
pra cultivar no quintal,
fazer curau papa doce
pamonha e mingau.
E se ficar amarelo
moer farinha e farelo
pra assar broa de milho,
na maloca comer pipoca!
BEP=KOROROTI (herói civilizador)
BAHIRA
Bahira é grande chefe
da tribo Kaiowá
.Vê segredos na floresta
o que veio, o que não veio,
o que foi o que será.
Do outro lado do rio
mora uma tribo pesqueira.
Têm boas flechas de pau
e pontaria certeira.
Bahira quer aprender
a pescar dessa maneira.
Tece quatro esteiras leves,
um cesto em forma de peixe
com as folhas da palmeira.
Logo que o dia amanhece
mergulha na corredeira:
vestindo o peixe disfarce
escondido bem no meio.
O povo acerta Bahira
com rapidez boa mira.
De volta à sua maloca
recolhe o saber alheio,.
Estuda ensina retoca
as flechas bem afiadas
que ele copia o ponteio.
OH!Que fartura se vê
na hora da pescaria!
Tambaqui corvina perequê
assado moqueca pirão.
Nunca houve ou haverá
na nação Kaiowá
um chefe como Bahira!
Nunca houve ou haverá
na nação Kaiowá
um chefe como Bahira!
ORIGEM DOS KARAJÁS
Com poder e magia
trabalhou o Criador
e fez a terra do nada
com o sopro do seu amor.
Derramou sobre as montanhas
cabaças de água doce,
e fez sair das entranhas
as plantas da superfície,
os cabelos da planície.
E, se muito pouco fosse
criou os animais
para que fossem eternos
fraternos com os demais.
Mas os peixes aruanã
queriam ser outra espécie
pra caminhar sobre a terra
subir e descer a serra
dormir acordar de manhã...
O desejo coletivo
num processo alternativo
na terra dos karajás
gerou a humanidade,
há muito tempo atrás.
Se ela travou a eternidade,
e dispensou o paraíso,
nunca perdeu o juízo
busca a felicidade.
O PIRARUCU
Sinto cheiro de fumaça.
Bebo o caxiri da paz
que o tuxaua Ariá
da Amazônia nos traz.
Quando nasceu Inaiê,
netinho de Ariá,
disse trará riqueza e fartura,
no Grande Rio reinará.
Cresceu Inaiê valente,
e gostava de nadar.
Mas de além-mar veio gente
pra tomar posse da terra
que era o berço da raça.
Sinto cheiro de fumaça,
sinto cheiro de fumaça.
Falou Inaiê: " Nem morto!
Terra rica em ouro e prata,
níquel nióbio hematita,
embaixo jaz o conforto,
mas em cima cresce a vida!"
Manaus manaus manaus manaus
Manaus manaus manaus manaus
Lutou por anos sem trégua,
mas foi no peito ferido,
pulou no rio que teve
o espelho d´água tingido.
Daquele leito vermelho
surgiu o pirarucu,
nosso peixe bacalhau,
mais suave e saboroso
que o xará de Portugal.
A CRIAÇÃO DO HOMEM NO ALTO XINGU
Tsinim vivia sozinho
assim assim no seu cantinho
mas sempre na esperança
de ter família e festança.
Tsinim foi caçar no mato,
e encontrou uma onça
que era macho de fato,
com poder de pajelança.
O onça falou: Tsinim
você tão jovem tão novo
experimenta...
Corta troncos de madeira,
neles passa pimenta,
pinta enfeita põe cocar,
que quando o dia raiar
você terá o seu povo!
Cortou caninã vermelho,
mas nisso errou o conselho.
Só quando usou o cuarupe
é que nasceu sua trupe.
Os troncos viraram gente,
e a gente virou parente,
Tsinim casou muitas vezes
Huká-huká-huká- huká
Gu-gu-gu-gu.
Dança compete disputa,
e no Xingu são felizes!
LENDA DO MILHO
Numa noite de luar
desceu do céu foi amar
um guerreiro solitário.
Candiê -cuéi estrela feminina
antes de nascer o sol
disse agora vou embora;
vejo surgir a aurora.
Mas o zeloso rapaz
pôs a moça num porongo,
e foi em busca de caça,
que o dia seria longo...
De volta, à tardinha,
disse luz estrela minha
vem morar com esse guerreiro,
e deixou-a no terreiro.
Candiê-cuéi deu à sogra
sementes de milho
pra cultivar no quintal,
fazer curau papa doce
pamonha e mingau.
E se ficar amarelo
moer farinha e farelo
pra assar broa de milho,
na maloca comer pipoca!
BEP=KOROROTI (herói civilizador)
Caiu uma bola de fogo
na aldeia Kaiapó.
Dela saiu um ser
de couro duro de ver,
esse tipo era cotó.
Será um tamanduá(sem rabo?)
será serpente ou jaguar
será ave ou será gente?
Guerreiros em prontidão
atacaram de bastão,
mas nenhum mal lhe faziam.
Quando o sol aparecia
tirava a pele o estranho,
deixava à beira do rio,
fosse calor fosse frio
ele tomava banho....
Só então se descobriu
era um homem diferente,
que sabia muitas coisas
e ensinava pra gente.
A secar a mandioca
sem usar o tipiti,
a tirar bicho da toca,
viva Bep-kororoti!
Viva Bep-kororoti!
Viva Bep-kororoti!
Um dia voltou pro céu,
num salto de fogaréu.
Assim fala o bem-te-vi.
na aldeia Kaiapó.
Dela saiu um ser
de couro duro de ver,
esse tipo era cotó.
Será um tamanduá(sem rabo?)
será serpente ou jaguar
será ave ou será gente?
Guerreiros em prontidão
atacaram de bastão,
mas nenhum mal lhe faziam.
Quando o sol aparecia
tirava a pele o estranho,
deixava à beira do rio,
fosse calor fosse frio
ele tomava banho....
Só então se descobriu
era um homem diferente,
que sabia muitas coisas
e ensinava pra gente.
A secar a mandioca
sem usar o tipiti,
a tirar bicho da toca,
viva Bep-kororoti!
Viva Bep-kororoti!
Viva Bep-kororoti!
Um dia voltou pro céu,
num salto de fogaréu.
Assim fala o bem-te-vi.
Lenda de origem portuguesa
ORQUÌDEA REAL
As flores da natureza
podem ter explicação:
a orquídea foi rainha
na casa de D. João.
Ela teve duas filhas
do primeiro casamento,
mas casou-se outra vez,
e mudou o sentimento.
Nasceram outras princesas/ que disputavam o trono,
entre choros e tristezas/ a corte perdeu o sono.
Hoje a família real
já se vê organizada.
Rainha no trono central,
e a querela encerrada.
As herdeiras preferidas
uma de cada lado
abrem pétalas erguidas,
elas despertam amores,
entre perfumes e cores
são a glória do reinado.
As princesas rejeitadas
olham pra baixo cansadas,
são as pétalas pequenas
que se vê a duras penas
no orquidário fechado...
As flores da natureza
podem ter explicação:
a orquídea foi rainha
na casa de D. João.
Ela teve duas filhas
do primeiro casamento,
mas casou-se outra vez,
e mudou o sentimento.
Nasceram outras princesas/ que disputavam o trono,
entre choros e tristezas/ a corte perdeu o sono.
Hoje a família real
já se vê organizada.
Rainha no trono central,
e a querela encerrada.
As herdeiras preferidas
uma de cada lado
abrem pétalas erguidas,
elas despertam amores,
entre perfumes e cores
são a glória do reinado.
As princesas rejeitadas
olham pra baixo cansadas,
são as pétalas pequenas
que se vê a duras penas
no orquidário fechado...
quarta-feira, 13 de junho de 2018
sábado, 10 de junho de 2017
quinta-feira, 2 de março de 2017
Curador imaginário encontra Kikriatura extraordinária
Paulo Rocha traz seu humor em 3 minutos, e a dentadura não solta!
Intervenção:
Cupinzeiro no pé de jamelão
autor desconhecido
Cupinzeiro no pé de jamelão
autor desconhecido
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Paulo Rocha
Caracol - Desenho
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Video: MADEIRA II
https://youtu.be/BPbuJ2BB4us
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Video: MADEIRA II
https://youtu.be/BPbuJ2BB4us
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Bóidê
Animais de todo o mundo, uni-vos!
em prol da revolução dos cardápios
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
domingo, 4 de dezembro de 2016
Ferreira Gullar
Ferreira ferro filo final. Não mais na tarde biblio ledor sério simples poesia encontro casual. Não mais espelho conselho sábio sentido contido no texto pontual. A Arte órfã fita o futuro atrás do muro mira mentiras capitais.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
N´Akua
https://www.youtube.com/watch?v=UiI1QpMRFzo
Vídeo de Paulo Rocha com fotos dos trabalhos da série Palimpsestos d´Água de Euro S. R.
Fotografia de Paulo Renato Colombiano.
Dedicado ao cientista americano Stan Brakhage.
Vídeo de Paulo Rocha com fotos dos trabalhos da série Palimpsestos d´Água de Euro S. R.
Fotografia de Paulo Renato Colombiano.
Dedicado ao cientista americano Stan Brakhage.
Vale a pena assistir!
domingo, 27 de novembro de 2016
Misty Bamboo on a Distant Moutain
In Chinese art, particularly in traditional Chinese painting, four plants, namely the plum blossom, orchid, bamboo and chrysanthe mum, are refered to among as the "Four Gentlemen", symbolizing esteemed characteristics and morals pertaining to junzi, or gentlemen in Confucianism.
For instance, plum blossoms usually blooms in winter or early spring. It doesn´t compete with others flowers for beauty, but flourishes when other plants are depressed by colder weather.. Therefore, it´s symbol of perseverance and self-control.
Meanwhile, the orchid is regarded as noble and pure, and the chysanthemum as dignified and indomitable.
The bamboo is unique though. The plant is admired for its straight stalks and green color even in winter. (...)
Thoughout his artistic career, Zheng Xie (1693-1765) painted three subjects almost exclusively : namely, bamboo, rock and orchid. He once called himself the reincarnation of the "all-season orchid, evergreen bamboo and everlasting rock".
(...)
Texto de Yun Shan Yan Zhu Tu
Sunday 13 November 2016 Shanghai Daily
For instance, plum blossoms usually blooms in winter or early spring. It doesn´t compete with others flowers for beauty, but flourishes when other plants are depressed by colder weather.. Therefore, it´s symbol of perseverance and self-control.
Meanwhile, the orchid is regarded as noble and pure, and the chysanthemum as dignified and indomitable.
The bamboo is unique though. The plant is admired for its straight stalks and green color even in winter. (...)
Thoughout his artistic career, Zheng Xie (1693-1765) painted three subjects almost exclusively : namely, bamboo, rock and orchid. He once called himself the reincarnation of the "all-season orchid, evergreen bamboo and everlasting rock".
(...)
Texto de Yun Shan Yan Zhu Tu
Sunday 13 November 2016 Shanghai Daily
Misty Bamboo on a Distant Moutain
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Criações mentais
"Os pensamentos que emitimos, ao escaparem de nós, se agrusam, por lei, aos seus semelhantes, e, em muitos casos, voltam ao seu criador, como nuvens de abelhas retornando ao apiário a atormentar-nos, ou abençoar-nos, dependendo da sua formação no laboratório da mente.
Uma mente adestrada está sempre em convênio com outras da sua espécie, dando-lhe, de certa forma, o magnetismo referente ao seu estado de coisas.
Vigiemos a criação mental, pois as IMAGENS são nossas filhas, obedientes aos nossos sentimentos; são escravas que cumprem a determinação rigorosamente, daquilo que somos. E o que recebemos em troca é irreversível na qualidade, nos tons, na composição elementar, e no mesmo clima com que despachamos da base mental para as viagens interatômicas e estelares, cosmogônicas e infinitas."
Do Livro: "Horizontes da Mente"
grifo nosso.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Ferenc Szalay pintor húngaro
O conhecido pintor húngaro Ferenc Szalay e seu atelier ao lado do moinho. Sua obra plena de sensibilidade dá conta do cotidiano.
Ferenc Szalay
Moulin de Martely
atelier
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
SENDA INTERIOR
Progrma para Jogral
Vozes:
F=feminina
M=masculina
T=todos
C=cantando
SENDA INTERIOR
Inconsciente F1
Ciente
Pressinto F2
Sinto
Onírico T
Anímico
Proponho T
Sonho
Centelha
velha F1
Revivo
No olho
miro F2
Mergulho
Arrisco no
disco T
O cisco
Dentro do
centro
Sumo
Na ponta
desponta F1
O passo
Com passo
transpasso F2
Posso
No ponto
contorno T
Um tanto
Ao torno
retorno T
Encanto
Retiro o
barro M1
Da terra
Enterro o
berro F1
Da fera
Atômica
esfinge T
Esfera
atônita
No sol
solto F1
Salto
Espelho
vermelho F2
Malho
No fogo
forjo M1
O fio
Da lida T
Vontade
Vida
Insisto no
mito F1
Instinto
Plano
pleno F2
Vital
Caverna
interna F1
Eterna
Amorfa
forma F2
De amor
Viajo no
vento M2
Invento
Viração
vira F1
Ação
O traço no
espaço M1
O lenço no
espaço F1
No espaço do
lenço TC
O traço
Traduzo a
sombra F1
Na luz
Relevo
revelo F2
Enlevo
Talhe
detalhe entalhe T
Corte curto
Fundo
fecundo
Jogral Juno
grafo F1
Lavo favo
solvo M1
Cantiga
antiga conto F1
Sêmen seiva semente M2
O louco
grita T
Na cripta
Vento lamento
unguento F2
E o
argumento ¿ M1
-- Oposto.
Mitose
mestiça atiça F1
Roça
raça arruaça F2
Inclina
aclima T
Une desune
O mapa da
mão F1
Palmeia
Cantares
palmares altares F2
Alma
malva F1
Move
remove
O rio simula os rastros M1
Remos ramos
e restos
O barco
emborca T
Barqueiro
arranca F1
do peito
O medo
ordeiro F2
carranca
Desfaz lema
tema e sistema M2
Refaz rumo
prumo e sumo
Suspende a
pena T
Mostro os
nós F1
Dentro de
nós
Exame
cordame vexame F2
Sibilas
tecem fibrilas F1 e F2
Fazem apelos
Trançam
novelos
Sem fim
Passam a
ferro M1 M2 e M3
O passado
Presente
Ser latente
Na roça o
rojão F1 C
Rói
Roldana
roda F2C
Retalhos
Tecidos de
fibras vis T
Servis
Fiapos
farrapos M e M2
Farpas
afiadas F1 e F2
Toca o canto
no canto M1
Da boca oca
Toca a
sirene F1
Sereia
A lança na
dança nova F1
Ova sova
avança F2
Lua
livre F1
Luta
aclive F2
O berço
oculto F1 C
Miragem
O braço
destro M1
Coragem
Sândalo
peroba pinho F1
Corola coroa
ninho M1 e M2
Favo de
mel F1C
Abusa
lambuza F2C
Musa de
véu F1C
Mágica mística
F2C
Confusa... cafuza... TC
Selva ilógica !
Segunda parte
Onisciente
ciente F1
Pressinto
sinto F3
Onírico
anímico T
Proponho
sonho
Centelha
velha F1
Revivo vivo
Na selva
silva F3
Mergulho
Dentro do
centro sumo T ( repete 2 vezes)
Silva a
serpente M1
De repente
Silva o
apito M2
Prendo o
grito
Caio no
escuro M1
Atrás do
muro
Muro murro
morro corro M1 M2 e M3
Socorro! T
Valha-me sino F1
Perco o tino
Valha-me a
luz F3
Que me
conduz
Valha-me a
febre F1
Que redime
Valha-me a
paz F3
Que satisfaz
Valha-me o
sal F1
De todo o
mal
Valha-me a
planta F3
Que levanta
Levanta
canta santa limpa TC
Lava-me a
água M1
Dessa mágoa
Lava-me o
rio F1
Tenho frio
Lava-me a
fonte M1
De
onde¿
Fonte de
bem F1
Que nos
convém
Diga-me o
nome dessa fonte M1
Diga-me a
ponte desse onde
Onde se
esconde¿....
Terra sem
mal F1
Não tem
portal
Nem há bola
de cristal F3
Fonte de bem
todo mundo tem T
Se vem de
lá F1
é oxalá
Se é
interna F3
é
eterna
Quando é
sagrado TC
É amado é
alado
Encantado
Se mora em mim F1
É eloim
Se vem do
amor M1
É protetor
A ciência da
paz é paciência T
Princípio
meio e fim M2
Vem pra
mim - vem de mim- assim assim assim TC
Diga-me o
nome dessa fonte M1
Onde¿
onde¿....
A fonte não
se esconde F1
A fonte se
guarda
A fonte
responde
A fonte é o
pai M2
Que nunca
trai
A fonte é a
mãe F1
Que não se
expõe
O pai é
espelho de mil faces M2
A face é mãe
sem disfarce F1
Mil nomes de
poder T
Mil poderes
do Ser
A ciência da
paz M1
É paciência
é consciência é vivência
No fundo o
mundo F1
Do criador
O vasto
mundo F3
Tão
sedutor...
Cria-
a- dor T
Crise –
crime- cromo- cume
Fim do
queixume F1
Acende o
lume
Solta o
condor F3
Dissipa a
dor
Voa albatroz T
O mar em nós
A onda
cresce no mar F1
A alma sonha
a vagar
O rio morre
no mar F3
A alma passa
a sonhar
Passageiro
mensageiro M1
Vai ligeiro
sem radar
Duas
vidas F1
Duas bridas
Uma na
mão... F3
Outra no ar
Muda o
fundo M1
Muda o mundo
Profundo
Profeta
pronome F1
Com nome
Sem nome
Que
importa¿ T
Que
importa F3
Se não há
porta
De dentro se
vê o centro M1
Do mapa
fractal
Que organiza
a palavra... TC
E estrutura
o destino
Da criatura
imortal...
domingo, 18 de setembro de 2016
Visita ao Museu Sorolla /Madrid
Joaquin Sorolla foi um pintor valenciano conhecido pela tendência luminista. Herdeiro do impressionismo francês, Sorolla soube imprimir sua personalidade nas cenas amáveis e nos personagens que pintava. A luz se converte em protagonista nos espaços abertos dos jardins e das praias.
Visitar o Museu Sorolla pode ser uma experiência inesquecível.
No site abaixo encontram-se todas as informações sobre o museu, e inclui também uma visita virtual:
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Visita à Casa- Museo Manuel Cacicedo / Espanha
A Casa- museu Manuel Cacicedo está situada em San Roman de la Llanilla, na cidade de Santander, norte da Espanha. Nela estão expostas 50 obras de Manuel Cacicedo (1909- 1990), escultor que estudou na Escola de Artes e Ofícios de Bilbao, e nas Escolas de Belas Artes de Madrid e de Sevilha, e que viveu e trabalhou em Santander.
São obras de inspiração sacra como San Juanito, Pietà e Ecce Homo, e obras de temática profana como nus femininos, retratos, tipos populares, etc.
O museu abre às terça-feira:17:00 -20:00h quinta-feira:10:00 -13:00h ônibus CORBAN 5
Contato: tel.(34) 942344821
asociacionvirgendelmar@hotmail.com
Além de apreciar a coleção, o visitante pode também aproveitar para conhecer a pequena ermida de Virgen del Mar, onde está exposta a estátua jacente de Don Tomás Soto Pidal, de autoria do mesmo Manuel Cacicedo.
Mas se o visitante quiser conhecer um pouco da cidade não deixe de visitar a Catedral , que possui uma maquete da cidade, e oferece visita guiada com explicações históricas.
Além disso Santander oferece salas de exposições no Porto, e exposições temporárias no Cassino, como a de Arte Naif, inaugurada durante as Festas de Santander.
https://www.youtube.com/watch?v=29FRaGV5w1w
São obras de inspiração sacra como San Juanito, Pietà e Ecce Homo, e obras de temática profana como nus femininos, retratos, tipos populares, etc.
O museu abre às terça-feira:17:00 -20:00h quinta-feira:10:00 -13:00h ônibus CORBAN 5
Contato: tel.(34) 942344821
asociacionvirgendelmar@hotmail.com
Além de apreciar a coleção, o visitante pode também aproveitar para conhecer a pequena ermida de Virgen del Mar, onde está exposta a estátua jacente de Don Tomás Soto Pidal, de autoria do mesmo Manuel Cacicedo.
Mas se o visitante quiser conhecer um pouco da cidade não deixe de visitar a Catedral , que possui uma maquete da cidade, e oferece visita guiada com explicações históricas.
Além disso Santander oferece salas de exposições no Porto, e exposições temporárias no Cassino, como a de Arte Naif, inaugurada durante as Festas de Santander.
https://www.youtube.com/watch?v=29FRaGV5w1w
El Prendimiento c.1967 / madeira policromada
Ecce Homo c. 1967 / escultura em madeira
Angelines 1944 / pedra de Alicante
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Na praia del Sardinero:
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Pintando a lei interior das coisas
De
OBRAS COMPLETAS DE SU TUNGPO
Su Tungpo
1035-1101
OBRAS COMPLETAS DE SU TUNGPO
Su Tungpo
1035-1101
Tenho mantido, com relação à pintura, a opinião de que homens e animais, edifícios e estruturas têm uma forma material constante. Por outro lado, montanhas e rochas, bambus e árvore, ondulações de água, fumaça e nuvens não têm forma constante (shing), mas têm un constante espírito interior (li). (...) Pode-se dizer que as pinturas de bambus, rochas e árvores secas feitas por Yuko (Wen Tung, aprox. 1019-1079, primo de Su Tungpo) verdadeiramente captaram o espírito íntimo dos objetos. Ele compreende como tais coisas se desenvolvem e decaem, como se retorcem e voltam, como às vezes são cerceadas e comprimidas, e como prosperam e progridem em liberdade. As raízes, hastes, juntas e folhas experimentam varições infinitas, seguindo ritmos diferentes, umas independentes das outras. Todas são, contudo, verdadeiras com respeito à natureza e completamente satisfatórias para o espírito humano. (...)
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